terça-feira, 8 de setembro de 2015
UM DIA DESSES QUALQUER...
terça-feira, 12 de maio de 2015
NOSSOS QUINTAIS
IGARAPÉ
Texto: Abel Sidney
Foto: Gean Carla
domingo, 10 de maio de 2015
CHOCOLATE QUENTE
se revestiu de tanto
despojamento quanto
naqueles dias.
Dias de suspender as atividades
- foi o que inventamos para
nos salvar dos dias corridos
e, quase sempre, vazios.
Fugimos de casa! Eu e ela e sem
qualquer consciência de culpa.
Lá onde nos abrigamos, combinamos:
proibidos estávamos de falar sobre
coisas que pudessem lembrar
os verbos dever e fazer.
Só nos era permitido erguer os olhos
para fazê-los passear despreocupados
pelas nuvens do céu...
Numa tarde nos ofereceram chocolate.
Sentimos que era quente e doce.
Abolimos a necessidade de se
calcular calorias ou examinar
os ingredientes, na ânsia de
parecermos corretos...
Lambuzados ficamos! Bêbados
de sabores não mais desfrutados...
Ficou daquelas xícaras a certeza
de que o prazer pode ser renovado
num dia qualquer, se pararmos
pra deixar a vida nos invadir.
Texto: Abel Sidney
Foto: Gean Carla
domingo, 5 de abril de 2015
Um blog de fotopoesia...
Olá! Eu sou a Gean Carla, bióloga, professora, e intusiasta da fotografia. Tento traduzir as emoções em imagens na minha rotina, através do olhar fotográfico.
Um belo dia reencontrei um amigo de ideal pelas redes sociais da vida, quando ele, ao ver algumas imagens que eu publico resolveu fazer uma poesia....
Achei aquela dialética de criação tão interessante que resolvi estimular e, as vezes, até compartilhei e marquei o Abel em algumas fotografias. Resultado: agora somos parceiros neste blog de fotopoesia.
Nosso desafio: traduzir fotografia em poesia, ou do avesso, traduzir poesia em fotografia. Uma espécie de "repente poético".
Guiados pela inspiração recíproca!
Nos acompanhem...
DANÇA
sábado, 4 de abril de 2015
SINA DE PEIXE
SINA DE UM PEIXE DO CUNIÃ
balança ao vento?
não parece.
ela e seu gancho firme
apenas registra valores.
não lhe pesa o destino?
simples e leve lhe é a sina.
não estaria ali, no Cuniã, perdida?
quem encontra com o
próprio destino sempre
consigo mesmo
há de estar.
assim refletia o peixe
com suas escamas
ainda úmidas...
no tamanho e tempo certo
seguirá o peixe rumo à mesa
pelas mãos hábeis da cozinheira.
valerá o que pesa este peixe?
a depender do tempero e
daqueles que o compartilharão
valerá ter esperado a festa
de comer dele todo o pirão.
na festa, no encontro dos amigos
aquele em breve se fará memória
e o seu sabor muitas vezes,
em palavras, ressuscitará...
o peixe capturado e levado
fitou a balança e pediu que
ela cumprisse com devoção
o seu nobre e necessário dever.
deixou pender todo o seu peso
e fechando os olhos do coração
imaginou-se no doce calor, em
meio ao molho, no caldeirão...
Texto:Abel Sidney
foto: Gean Carla Sganderla
Cores poéticas
CORES POÉTICAS
que existem cores poéticas
que se estampam no
próprio nome.
encontro com meu avô
e seu cachecol.
evocando donas de casa que
partilham zelo e beleza e
tornam seus canteiros uma
antessala, uma amostra do que
lhes vai no coração.
a certeza de outros novos
amanheceres, muito além
desses dias cinzentos,
de homens sombrios.
fez-me pensar que se a vida
faz correr o sangue nas veias
é para nos lembrar que vivemos
de movimento, de impulso, de ação.
um pouco ao contemplar este
azul-entardecer tão nosso,
dos céus de Rondônia...
14mar2015









