domingo, 5 de abril de 2015

DANÇA

Os pingos dançavam,
reverentes e ofertavam
substrato de vida.

A cena era montada
e o cavalo a tudo
observava.

A mãe consigo levava
no coração do útero
o bebê que nadava feliz
e esperava confiante
na jornada que o aguardava.

O pai, forte sentinela, sabia
o que lhe competia naquele concerto.

A música da dança não deixava dúvida:
a vida prosseguiria com seus encantos
e aquele momento haveria de ser esse
transbordar de alegria e confiança...


texto: Abel Sidney
foto: Gean Carla

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